segunda-feira, 19/10/2026

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Operação revela esquema de tráfico de drogas no Aeroporto de Guarulhos

Uma recente operação policial no Aeroporto de Guarulhos trouxe à tona a preocupante realidade da infiltração do crime organizado nas estruturas de segurança da maior porta de entrada do Brasil. Durante uma perseguição no…

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Uma recente operação policial no Aeroporto de Guarulhos trouxe à tona a preocupante realidade da infiltração do crime organizado nas estruturas de segurança da maior porta de entrada do Brasil. Durante uma perseguição no telhado do terminal, um funcionário foi detido e 33 quilos de cocaína foram apreendidos, evidenciando como organizações criminosas estão utilizando trabalhadores com acesso a áreas restritas para movimentar drogas.

De acordo com a Polícia Federal, grupos criminosos têm recrutado funcionários de setores variados, como limpeza e transporte, para garantir que as substâncias ilícitas sejam embarcadas sem levantar suspeitas. Um exemplo recente ilustra essa estratégia: o funcionário que tentou se esconder no telhado estava com uma mala recheada de cocaína, revelando a ousadia dos envolvidos.

As investigações apontam que a logística utilizada pelos traficantes é quase invisível para os passageiros. Em outro caso, um trabalhador foi flagrado colocando malas em um contêiner que seguiria para Lisboa, tirando fotos da carga antes de ser abordado pela polícia. As rotas e métodos usados para transferir drogas incluem desde veículos de serviço até vestiários sem câmeras, onde as substâncias são camufladas em sacos de lixo.

A Polícia Federal também registrou um fenômeno recente: o “tráfico reverso”, onde drogas são enviadas ao Brasil a partir de locais como Ásia e Europa. Um caso emblemático foi o de Gabriele Amador Silva, que, ao recuperar sua mala extraviada, foi surpreendida por uma intimação policial por conta de uma remessa ilícita que carregava seu nome, mas não sua autorização.

Em 2026, quase cinco toneladas de drogas já foram apreendidas no aeroporto, superando recordes anteriores. O número de prisões também é alarmante: 274 pessoas, incluindo funcionários, foram detidas sob acusação de tráfico. A Polícia Federal está determinada a desmantelar não apenas os elos locais, mas também a cadeia hierárquica das organizações que operam internacionalmente.

A defesa do funcionário preso nega qualquer envolvimento com o tráfico, enquanto as autoridades reforçam que, além da repressão, é crucial implementar medidas de prevenção. A Agência Nacional de Aviação Civil e a concessionária GRU Airport estão avaliando formas de aumentar a segurança no terminal, buscando evitar que situações como essa se repitam.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Surprising_Media (pixabay)