quinta-feira, 22/10/2026

16° Guarulhos Garoa · máx 26° mín 16°

Advogado é investigado por suposta extorsão envolvendo nome de promotor em caso de assessor parlamentar

Um caso alarmante de suposta extorsão envolvendo um advogado em São Paulo está chamando a atenção da comunidade local. O promotor de Justiça, Werner Dias de Magalhães, denunciou que seu nome foi utilizado de…

Compartilhe:

Um caso alarmante de suposta extorsão envolvendo um advogado em São Paulo está chamando a atenção da comunidade local. O promotor de Justiça, Werner Dias de Magalhães, denunciou que seu nome foi utilizado de forma indevida pelo advogado Paulo Roberto Quissi em um golpe visando um assessor parlamentar acusado de improbidade administrativa.

A investigação revela que Quissi teria solicitado dinheiro ao assessor, Matheus Borges, alegando que isso evitaria sua prisão e possibilitaria o arquivamento do processo. Matheus, que se apresentava como cliente do advogado, foi informado de que precisava comparecer para depor, mas ao chegar ao local, acabou na sala de espera enquanto Quissi se encontrava com o promotor.

Após a reunião, o advogado teria pressionado Matheus a fazer um pagamento, inicialmente de R$ 600 mil, que depois foi reduzido para R$ 300 mil. O assessor ficou alarmado com as ameaças de um suposto mandado de prisão por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Em seus relatos, ele afirmou que Quissi o coagiu a pagar para evitar envolvimento em um escândalo, mesmo sem ter cometido qualquer crime.

Desconfiado da situação, Matheus decidiu mudar de advogado e, ao consultar o promotor, descobriu que não havia qualquer intimação contra ele, levando à conclusão de que estava sendo alvo de um golpe. O caso foi imediatamente encaminhado à polícia, que já havia instaurado um inquérito no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A Justiça não hesitou em decretar a prisão de Quissi e autorizou buscas em seu escritório. O advogado inicialmente não foi encontrado, mas se apresentou à delegacia durante o período eleitoral e atualmente se encontra em liberdade, o que gerou preocupações no Departamento de Polícia. O delegado Fulvio Mecca expressou receios de que ele pudesse interferir nas investigações caso permanecesse solto.

O promotor Magalhães destacou a gravidade da situação, enfatizando que o uso do nome de uma autoridade para extorquir uma pessoa é uma conduta inaceitável. “É uma falsificação de documento, uma notificação… e ainda por cima, para extorquir a vítima”, ressaltou.

A equipe de reportagem da TV Globo tentou contato com o advogado Quissi em seu escritório, mas não obteve sucesso. Em resposta às acusações, a defesa do advogado negou as alegações e afirmou que está colaborando com a Justiça, confiando que a verdade será revelada durante a investigação.