quinta-feira, 22/10/2026

19° Guarulhos Nublado · máx 25° mín 16°

Polícia de São Paulo reforça que não há indícios de serial killer após descoberta de 19 corpos na região desde setembro

A situação de violência na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo tem gerado preocupação na população. Desde o dia 10 de setembro, 19 corpos foram encontrados na região, conforme levantamento realizado…

Compartilhe:

A situação de violência na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo tem gerado preocupação na população. Desde o dia 10 de setembro, 19 corpos foram encontrados na região, conforme levantamento realizado pela TV Globo. Apesar do aumento dos casos e do clima de apreensão, a Polícia Civil esclareceu que a hipótese de um “serial killer” atuando na área foi descartada.

A principal linha investigativa aponta para a possível relação dos crimes com o crime organizado, em especial com as execuções ordenadas pelo que é conhecido como “tribunal do crime”, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O último corpo encontrado foi um homem na Marginal Tietê, na manhã de quinta-feira (22), e a polícia segue em busca de respostas para os demais casos.

Nos dias anteriores, dois outros corpos foram descobertos, um deles em uma mata perto da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no Tremembé, na Zona Norte, e o outro, o de uma mulher, também na Marginal Tietê, onde testemunhas relataram que dois homens abandonaram o corpo.

A série de descobertas vem sendo monitorada pelas autoridades, que registraram ocorrências em diversos pontos da capital e da região metropolitana, incluindo ruas, rodovias e áreas de mata. Destes 19 casos, quatro ocorreram na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte, duas na Zona Oeste e quatro em cidades do ABC Paulista, além de registros em Embu das Artes e Santana de Parnaíba.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que muitos dos corpos encontrados apresentavam sinais de violência extrema, com algumas vítimas amarradas, queimadas ou esquartejadas. Em sete casos, os corpos estavam acondicionados em sacos ou cobertores, o que levanta ainda mais a gravidade da situação.

Até o momento, a polícia conseguiu identificar 11 homens e três mulheres entre as vítimas, enquanto em cinco casos o gênero ainda não foi estabelecido. A identificação nem sempre é simples, e os peritos recorrem a técnicas de antropologia e odontologia forense para auxiliar nesse processo.

Embora a repetição das ocorrências tenha gerado especulações, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reafirma que não há indícios de um assassino em série. As investigações indicam que as mortes têm motivações diversas, com a maioria relacionada a disputas de poder no crime organizado.

A polícia também revelou que já identificou suspeitos em alguns dos casos e solicitou à Justiça a prisão de pelo menos um deles. Para as autoridades, as evidências reunidas até aqui sugerem que essas mortes estão mais alinhadas a execuções do que ao modus operandi de um serial killer.