sexta-feira, 23/10/2026

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Justiça impede Marcola de participar de júri de assassinato de policial por questões de segurança e possibilidade de fuga

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão que tem repercutido nas redes sociais e nos meios de comunicação: o pedido de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, para acompanhar presencialmente seu julgamento…

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A Justiça de São Paulo tomou uma decisão que tem repercutido nas redes sociais e nos meios de comunicação: o pedido de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, para acompanhar presencialmente seu julgamento foi negado. O líder do PCC, que se encontra detido na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau desde 2014, será obrigado a participar do tribunal por videoconferência.

O julgamento, marcado para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027, refere-se a homicídios e tentativas de homicídio contra policiais militares, ocorridos em Jundiaí em 2006, durante os infames “Crimes de Maio”. As vítimas, os policiais Nelson Pinto e Marcos Henrique dos Santos Moraes, ainda são lembradas em debates sobre segurança pública no estado.

O juiz Gustavo Celeste Ormenese, responsável pela decisão, argumentou que o deslocamento dos réus até o fórum poderia acarretar riscos à ordem pública, como tentativas de resgate e emboscadas durante o trajeto. Ele destacou a necessidade de um grande contingente policial para a escolta, o que poderia comprometer a segurança em outras áreas.

Além de Marcola, outros dois réus, Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa, também terão que se apresentar por videoconferência. As defesas de todos os acusados haviam solicitado a presença física, argumentando que isso garantiria melhor defesa no tribunal.

O advogado de Marcola, Bruno Ferullo Rita, manifestou descontentamento com a decisão. Ele defendeu que a presença do réu é uma garantia constitucional e que as alegações de riscos genéricos não são suficientes para justificar a adoção da videoconferência. Ferullo ainda citou um caso anterior em que a Justiça Federal autorizou a presença de um preso de segurança máxima em uma audiência, reforçando que essa é uma questão de direitos fundamentais.

Com a decisão em mãos, a defesa de Marcola já se movimenta para recorrer e tentar garantir que ele possa acompanhar o julgamento pessoalmente. A expectativa é grande em torno deste caso, que promete trazer novas discussões sobre segurança e direitos no sistema de justiça brasileiro.