sexta-feira, 23/10/2026

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Governo de SP firma parceria de R$ 6 bilhões para nova sede administrativa no Centro da cidade

O governo de São Paulo deu um passo importante na quinta-feira (22), ao assinar um contrato de R$ 6 bilhões com o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro. Essa parceria público-privada tem como objetivo a construção…

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O governo de São Paulo deu um passo importante na quinta-feira (22), ao assinar um contrato de R$ 6 bilhões com o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro. Essa parceria público-privada tem como objetivo a construção de um novo centro administrativo na região central da capital, marcando uma mudança significativa na gestão pública do estado.

O projeto, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), prevê a transferência da sede administrativa do Palácio dos Bandeirantes, atualmente localizado no Morumbi, para um novo complexo em torno da Praça Princesa Isabel. Durante a campanha, Tarcísio afirmou a jornalistas que a previsão é que este centro esteja pronto até 2030.

A obra será realizada através de uma concessão de 30 anos, com o governo investindo cerca de R$ 3,4 bilhões do Tesouro. O consórcio ficará responsável pela construção e pela operação do espaço ao longo do contrato, com a remuneração atrelada ao desempenho e cumprimento das normas do acordo.

O cronograma de execução das obras já foi divulgado. O primeiro ano será dedicado ao desenvolvimento dos projetos e obtenção das licenças necessárias, além do início das desapropriações e intervenções no Terminal Luz. Nos anos seguintes, o foco será nas construções e restauros dos imóveis históricos da região, com as primeiras entregas programadas para o quarto ano.

O Consórcio MEZ-RZK, que inclui empresas como Zetta Infraestrutura e M4 Investimentos, foi o vencedor do leilão ao oferecer um desconto de 9,62% sobre o valor que o estado pagará mensalmente. Além das obras administrativas, a empresa também terá o direito de explorar comercialmente o espaço, que contará com estacionamentos, lojas e restaurantes.

Atualmente, cerca de 22 mil servidores estaduais estão espalhados por mais de 40 endereços na capital. O objetivo da nova sede é centralizar essas estruturas, reduzindo custos e modernizando a gestão pública. Mesmo com a nova sede, o governador continuará a residir no Palácio dos Bandeirantes.

O projeto arquitetônico, vencedor de um concurso nacional, foi desenvolvido pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura e ocupará uma vasta área entre a Rua Conselheiro Nébias e a Alameda Barão de Piracicaba. O complexo contará com diversas instalações, como teatro, auditórios e espaços multiuso, além de 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços.

Uma das principais atrações será o restauro do Palácio dos Campos Elíseos, que voltará a ser um importante marco histórico, servindo como sala de visitas do governo e mantendo móveis originais da década de 1930. Um túnel subterrâneo ligará o palácio à nova sede administrativa.

O projeto também contempla a construção de mais de 6 mil moradias, a requalificação da Praça Princesa Isabel e a ampliação de áreas verdes. Além disso, as intervenções urbanas incluirão trechos exclusivos para pedestres e a desativação do Terminal Princesa Isabel, que será substituído pelo Terminal Luz.

Cerca de 230 imóveis residenciais precisarão ser desapropriados, afetando aproximadamente 600 famílias que já estão sendo mapeadas para indenizações ou inclusão em projetos habitacionais. O governo estima que os gastos com desapropriações cheguem a R$ 500 milhões, priorizando a habitação popular na área.

As obras devem gerar cerca de 38 mil empregos durante a construção, prevista para ser concluída até 2030. Essa iniciativa não só promete modernizar a administração pública, mas também transformar a paisagem urbana e social da região central de São Paulo.