quinta-feira, 15/10/2026

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Ministra Cármen Lúcia não aceita recurso da Uber sobre uso de motos por aplicativo em São Paulo

A polêmica em torno do serviço de transporte de moto por aplicativo na cidade de São Paulo continua agitando os ânimos. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido…

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A polêmica em torno do serviço de transporte de moto por aplicativo na cidade de São Paulo continua agitando os ânimos. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Uber que buscava reverter uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Essa decisão impediu a empresa de operar com motos na capital, o que ainda gera incertezas para os usuários e motoristas da plataforma.

A decisão do STF, divulgada no último dia 9, não analisou os aspectos legais sobre a operação da Uber, mas sim a necessidade de que a empresa esgotasse os recursos disponíveis nas instâncias inferiores do Judiciário. Cármen Lúcia ressaltou que a Uber não apresentou documentos necessários para que o caso fosse analisado pelo Supremo, o que inviabilizou o pedido de reconsideração.

O embate judicial começou após um período de decisões contraditórias. Em julho, o TJ-SP havia determinado que a prefeitura autorizasse a operação da Uber, mas logo em seguida suspendeu essa decisão, mantendo a proibição oficial do serviço na cidade. Com isso, tanto quem oferece quanto quem utiliza esse tipo de transporte continua sujeito a multas e fiscalização.

A Uber, por sua vez, reforçou em nota que a decisão não entra no mérito da questão e que sua proposta de transporte de motos se baseia em legislações federais que garantem a atividade. A empresa argumenta que esse serviço é uma opção de mobilidade já consolidada em diversas cidades do Brasil e que continuará lutando para oferecer alternativas a paulistanos e criar oportunidades de renda para os motoristas parceiros.

A história do serviço de moto por aplicativo na capital paulista é marcada por idas e vindas na Justiça. Em junho de 2026, a Uber havia conquistado uma decisão favorável que considerava ilegal a negativa da prefeitura em autorizar a operação. No entanto, a prefeitura argumentou que a empresa não cumpriu exigências relacionadas ao seguro de acidentes pessoais, levando a novos desdobramentos legais.

A situação se complica ainda mais com as alegações das plataformas de que a regulamentação imposta pela prefeitura representa uma “proibição disfarçada”. Em dezembro de 2025, a Confederação Nacional dos Serviços (CNS) questionou essas regras no STF, que já havia suspendido algumas exigências consideradas excessivas, como a obrigatoriedade de um seguro muito mais caro que o previsto pela legislação federal.

Com o cenário atual, a luta para a legalização do transporte de motos por aplicativo em São Paulo está longe de ser resolvida. A cidade, que já enfrenta desafios em sua mobilidade urbana, continua na expectativa de um desfecho que possa trazer mais opções aos seus cidadãos, além de respeitar os direitos dos trabalhadores do setor.