A tragédia que abalou a Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, teve como vítima Rosa Fidelis Gaspar, que faleceu soterrada em decorrência de um deslizamento de terra durante a forte chuva que atingiu a cidade no dia 14 de outubro. Rosa, que completou 47 anos apenas nove dias antes do desastre, deixa três filhos e quatro netos, sendo um deles uma criança de apenas um ano e meio.
Naquela fatídica quarta-feira, Rosa estava em sua casa, situada em uma encosta na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, quando a terra cedeu, causando o desabamento do imóvel. Seu marido, que estava nas proximidades, ouviu o estrondo e correu para o local, onde encontrou vizinhos tentando resgatá-la dos escombros. Apesar do socorro rápido do Corpo de Bombeiros, Rosa não sobreviveu.
A área onde a casa de Rosa estava localizada é considerada de risco geológico pela Prefeitura de São Paulo há vários anos. A administração municipal não se manifestou sobre as medidas que poderiam ter sido adotadas para evitar tragédias como essa até o fechamento desta matéria.
O deslizamento que vitimou Rosa foi apenas uma das consequências da forte tempestade que se abateu sobre a capital paulista. Em cerca de uma hora e meia, a chuva intensa, acompanhada de granizo e ventos fortes, causou estragos em diversas regiões. Além da morte de Rosa, outra mulher foi arrastada pela enxurrada na Brasilândia, sendo resgatada por pessoas que estavam no local.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registrou 42 milímetros de chuva em apenas 40 minutos, o que resultou em alagamentos em várias vias, incluindo o túnel do Anhangabaú, onde 26 carros e dois ônibus ficaram submersos. O prefeito Ricardo Nunes destacou que a quantidade de chuva registrada foi equivalente a 40% do que normalmente precipita em um mês inteiro.
A situação não foi diferente em outras áreas da cidade, como na Avenida 23 de Maio e no Parque do Ibirapuera, onde a água transbordou, causando estragos e transtornos. Enquanto a Defesa Civil alerta para novas chuvas fortes, o governo municipal promete investigar os danos e intensificar o monitoramento das áreas afetadas.
Este triste episódio reforça a necessidade de atenção às áreas de risco e a importância de medidas preventivas para proteger a vida dos moradores em regiões vulneráveis. A comunidade da Brasilândia, que já enfrenta desafios diários, agora lida com a dor da perda de Rosa, uma mãe e avó que teve sua vida interrompida de forma trágica.
