quinta-feira, 15/10/2026

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Prefeitura de SP informa que apenas 6 das 8 bombas de drenagem do Túnel do Anhangabaú estavam operando durante alagamento

A forte chuva que atingiu São Paulo na tarde da última quarta-feira (14) deixou o Túnel do Anhangabaú em situação crítica. Apesar de a Prefeitura ter projetado um sistema de drenagem com oito bombas,…

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A forte chuva que atingiu São Paulo na tarde da última quarta-feira (14) deixou o Túnel do Anhangabaú em situação crítica. Apesar de a Prefeitura ter projetado um sistema de drenagem com oito bombas, apenas seis delas funcionaram durante o alagamento, resultando em um escoamento insuficiente para lidar com o volume de água que rapidamente subiu no túnel.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que as seis bombas em operação funcionaram sem falhas, mas mesmo assim não conseguiram drenar a água a tempo. Essa situação gerou preocupações sobre a eficácia do sistema de drenagem e levantou críticas sobre a resposta do poder público frente às previsões meteorológicas, que já alertavam para a possibilidade de chuvas intensas.

Com a falta de duas bombas, 260 litros de água deixaram de ser bombeados por segundo, o que agravou ainda mais o alagamento. Dezenas de motoristas ficaram presos em seus veículos, que chegaram a ficar submersos até a altura das janelas, obrigando muitos a se refugiar em cima dos carros e nas muretas do túnel.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também passou a ser questionada, já que as interdições no túnel começaram somente às 15h48, quando a água já havia começado a se acumular. Nunes negou que o túnel tenha sido fechado antes do alagamento, afirmando que a situação se complicou rapidamente, com a água subindo um metro em apenas três minutos.

Motoristas afetados relatam os danos e prejuízos. Um deles, Fábio, contou que não encontrou bloqueios ao entrar no túnel e só teve consciência do problema quando a água já estava alta. Outro motorista teve seu carro danificado, afirmando que o veículo só pôde ser retirado com ajuda de um guincho, resultando em perda total.

Após o incidente, o túnel, que passou por uma reforma de R$ 6 milhões, mostrou sinais de infiltração e estrutura danificada, evidenciando que a obra não foi suficiente para mitigar os problemas de drenagem. O Ministério Público de São Paulo decidiu cobrar explicações da Prefeitura, que terá 48 horas para apresentar um plano de intervenção e as medidas adotadas durante a tempestade.

Com as chuvas cada vez mais recorrentes, a população se pergunta: até quando o sistema de drenagem da cidade continuará a falhar diante de eventos climáticos extremos? A resposta é urgente, assim como a necessidade de um planejamento eficaz para evitar que episódios como esse voltem a acontecer.