sexta-feira, 16/10/2026

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MP solicita esclarecimentos à Prefeitura de SP sobre problemas causados pela chuva e impõe prazo de 48 horas para apresentação de soluções

Após o recente alagamento do Túnel do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, que deixou carros e ônibus submersos, o Ministério Público decidiu agir. Em manifestação feita nesta quarta-feira (15), o órgão pediu que…

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Após o recente alagamento do Túnel do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, que deixou carros e ônibus submersos, o Ministério Público decidiu agir. Em manifestação feita nesta quarta-feira (15), o órgão pediu que a Justiça reconheça que a prefeitura não cumpriu o prazo para apresentar planos de intervenção voltados à drenagem urbana e combate às enchentes na capital. Essa ação surge um dia após o temporal que afetou diversas áreas da cidade.

O MP lembrou que uma sentença de outubro de 2025 previa a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil, com limite de R$ 1,8 milhão, em caso de descumprimento das obrigações estabelecidas. Os planos de intervenção deveriam ter sido entregues em março, maio e julho deste ano, mas, segundo o MP, os documentos apresentados pela administração municipal não atendem às exigências da Justiça, que transitou em julgado em janeiro de 2026.

Além de solicitar que a Prefeitura apresente explicações sobre as medidas tomadas durante o temporal, a Promotoria também pediu cronogramas para a execução de obras previstas no Plano Diretor de Drenagem. A manifestação enfatiza a urgência de ações preventivas que deveriam já estar em andamento para evitar tragédias em situações de chuvas intensas.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentou que a resposta da prefeitura ao alagamento foi adequada, apesar do transtorno. Ele explicou que a água subiu rapidamente, mas as bombas instaladas no túnel funcionaram sem falhas, embora não tenham conseguido lidar com o volume de chuva que caiu em um curto espaço de tempo. O alagamento aconteceu em questão de minutos, e a prefeitura não conseguiu fechar o túnel a tempo, já que os veículos estavam acumulados na via.

Nunes destacou que o protocolo de emergência foi acionado, mas admitiu que os procedimentos precisam ser revisados. Ele também atribuiu a intensidade da chuva a mudanças climáticas, ressaltando que o volume de água surpreendeu até os meteorologistas. A prefeitura está considerando a construção de um piscinão na região do Terminal Bandeira, uma obra de grande porte que, embora estimada em mais de R$ 350 milhões, não é a prioridade imediata entre os projetos em andamento.

Enquanto isso, o Ministério Público aguarda respostas da prefeitura e continua a pressionar pela implementação de medidas eficazes para garantir a segurança dos cidadãos durante períodos de chuvas intensas como a que ocorreu recentemente.