sexta-feira, 16/10/2026

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Aumento de 75% nos furtos de hidrômetros em SP preocupa; Sabesp relaciona crimes ao consumo de drogas

Em um cenário alarmante, o estado de São Paulo enfrenta um aumento expressivo nos furtos de hidrômetros, com 23.724 equipamentos levados em apenas seis meses de 2026. Esse número, que representa uma média de…

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Em um cenário alarmante, o estado de São Paulo enfrenta um aumento expressivo nos furtos de hidrômetros, com 23.724 equipamentos levados em apenas seis meses de 2026. Esse número, que representa uma média de 131 furtos por dia, é 74,7% superior ao do ano anterior, quando foram registrados 13.579 casos. A capital paulista, por sua vez, viu os furtos saltarem de 6.447 para 10.206, um aumento de 58,3%.

Os hidrômetros, conhecidos como medidores de água, são essenciais para o cálculo do consumo em residências e comércios. O furto desses equipamentos não só gera prejuízos financeiros, mas também provoca vazamentos que podem desperdiçar até 100 litros de água por hora. A situação se agrava ainda mais com o valor crescente dos metais que compõem esses dispositivos, especialmente o cobre, que alcançou preços recordes em 2026.

Sob a perspectiva de Luiz Renato Fraga Rios, diretor de proteção da receita da Sabesp, a maioria dos responsáveis pelos furtos são indivíduos em situações vulneráveis, que vendem os hidrômetros para sustentar vícios. Após o roubo, esses equipamentos frequentemente acabam em ferros-velhos, onde são derretidos e vendidos novamente no mercado. Este é o terceiro ano consecutivo em que os furtos de hidrômetros aumentam em São Paulo, afetando 180 dos 376 municípios atendidos pela Sabesp.

Cidades como Guarulhos, Osasco e Santo André estão entre as mais impactadas, mas locais como Barueri e São Bernardo do Campo apresentaram aumentos alarmantes. A Sabesp, que atende cerca de 30 milhões de pessoas, está respondendo a essa crise ao substituir os hidrômetros metálicos por modelos mais resistentes e de plástico, que não possuem valor de revenda. A empresa já iniciou a troca de 4 milhões de hidrômetros por versões inteligentes, equipadas com tecnologia de rastreamento.

A cada hidrômetro furtado, a Sabesp estima um custo médio de R$ 100 para reposição, resultando em um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões apenas no primeiro semestre de 2026. Este impacto financeiro, segundo Rios, não afeta apenas a empresa, mas toda a sociedade, uma vez que os vazamentos causados pelos furtos podem interromper o abastecimento de água em várias regiões.

A Sabesp tem um prazo de 48 horas para repor um hidrômetro furtado, sem custo para o cliente que registrar um boletim de ocorrência. Durante a ausência do medidor, a cobrança é feita com base na média de consumo histórico. A empresa também está em contato com as forças de segurança para combater esse crime, pedindo a colaboração da comunidade para identificar possíveis suspeitos.

Embora o governo paulista afirme que os índices gerais de furtos e roubos estão em queda, a explosão nos furtos de hidrômetros continua a desafiar as autoridades. O combate a essa prática criminosa é essencial, não apenas para proteger os recursos hídricos, mas também para garantir um serviço essencial à população.