Na manhã desta sexta-feira (16), a Polícia Civil prendeu preventivamente Leonardo Normando Bueno dos Santos, um auxiliar de enfermagem suspeito de extorquir pacientes acamados em atendimentos domiciliares na região do Jaraguá, Zona Norte de São Paulo. Até o momento, seis vítimas foram identificadas, e o caso levanta preocupações sobre a segurança e ética nos serviços de saúde domiciliar.
Leonardo é investigado por extorsão, estelionato, furto e roubo. A apuração começou após a denúncia de um paciente com sequelas da Covid-19, que relatou ter sido coagido a desbloquear seu celular e aplicativos bancários. O filho da vítima, ao chegar em casa, encontrou o pai em uma situação de vulnerabilidade, sendo ameaçado pelo profissional de saúde.
Com apenas movimentos dos ombros, o paciente não conseguiu se defender adequadamente e acabou cedendo às exigências de Leonardo, que permaneceu em sua companhia durante a madrugada. O inquérito revela que foram realizadas oito transações via PIX, totalizando mais de R$ 8 mil, além de tentativas de movimentação que não se concretizaram.
Outro caso que chamou a atenção dos investigadores envolve um comerciante de 60 anos em tratamento contra câncer, que também foi alvo do auxiliar de enfermagem. Neste episódio, Leonardo solicitou reconhecimento facial e assinatura digital, alegando ser uma exigência da empresa. Após a manipulação do celular, o paciente desmaiou e foi encontrado inconsciente pela esposa, que o levou ao hospital.
A polícia já havia identificado um padrão de atuação do suspeito, que se apresentava como substituto de outros profissionais durante folgas, frequentemente atendendo pacientes idosos ou com doenças incapacitantes. Os métodos de abordagem incluíam ameaças e solicitações enganosas para acesso a dados bancários, o que revela a fragilidade da segurança nesses serviços de saúde.
A empresa responsável pelo atendimento domiciliar informou à polícia que o procedimento de reconhecimento facial não faz parte da rotina dos profissionais, levantando questões sobre a supervisão e controle dentro dessas instituições. O caso segue sob investigação no 15° Distrito Policial, e a polícia busca identificar mais vítimas que possam ter sido abordadas da mesma forma.
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