sexta-feira, 16/10/2026

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Justiça de SP rejeita pedido de advogado que acompanhou Flávio Bolsonaro para reaver R$ 163 milhões em apostas

A CPMI da JBS, que tem ganhado destaque na mídia, teve mais um capítulo importante nesta semana. O advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro, foi alvo de uma decisão judicial em São…

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A CPMI da JBS, que tem ganhado destaque na mídia, teve mais um capítulo importante nesta semana. O advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro, foi alvo de uma decisão judicial em São Paulo que rejeitou seu pedido para recuperar R$ 163 milhões que ele afirma ter perdido em apostas online. Essa quantia, segundo Tomaz, teria sido consumida em apostas na plataforma Blaze, onde ele alega ter enfrentado problemas relacionados ao vício em jogos.

O juiz Guilherme Madeira Dezem, responsável pela decisão, enfatizou que o advogado havia solicitado mesas de apostas exclusivas com limites que chegavam a R$ 500 mil por rodada. Na sentença, o magistrado afirmou que a angústia e o sofrimento de Tomaz são resultados diretos do risco que ele decidiu assumir ao se envolver em jogos de azar. Apesar da negativa para a devolução do dinheiro, o juiz garantiu que Tomaz não seria mais incomodado pela plataforma de apostas.

Além dos problemas financeiros de Tomaz, a Polícia Federal também está investigando se ele utilizou essas apostas como uma forma de lavar dinheiro. Nos últimos 18 meses, ele movimentou impressionantes R$ 6,6 bilhões, resultando em um prejuízo de R$ 188,5 milhões. Os advogados de Tomaz alegam que ele foi diagnosticado com ludopatia, o que justificaria sua solicitação de reembolso à Blaze.

A defesa do advogado argumenta que as mesas de cassino online, onde ele apostava quantias exorbitantes, foram a principal causa de suas perdas. Eles afirmam que a casa de apostas não apenas permitiu apostas de alto valor, mas também incentivou Tomaz com bônus significativos, o que pode ter contribuído para seu vício.

Por outro lado, a Blaze rebateu as alegações de Tomaz, argumentando que os valores depositados não podem ser considerados prejuízos, pois representam apenas as entradas e saídas de uma conta que, segundo eles, funcionava como uma conta corrente.

Em meio a essa situação, a conexão de Willer Tomaz com Flávio Bolsonaro também gerou controvérsia. A PF encontrou e-mails que indicam que o senador tinha acesso a uma conta bancária de uma empresa de Tomaz, o que levantou suspeitas sobre uma possível participação conjunta nos negócios. Ambos, no entanto, negam veementemente qualquer envolvimento financeiro.

A investigação em torno de Tomaz se insere em um contexto mais amplo de questionamentos sobre a legalidade das casas de apostas e suas práticas no Brasil. Enquanto isso, a defesa do advogado continua a contestar as acusações, afirmando que todas as transações foram realizadas de forma transparente.