sexta-feira, 16/10/2026

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Após tragédia com PM, autoridades se reúnem para revisar procedimentos de abordagem e considerar aquisição de armas de choque

Três vidas foram tragicamente perdidas nas últimas semanas em São Paulo, todas em situações em que as vítimas aparentavam estar em surto. O episódio chocou a população e gerou uma onda de críticas em…

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Três vidas foram tragicamente perdidas nas últimas semanas em São Paulo, todas em situações em que as vítimas aparentavam estar em surto. O episódio chocou a população e gerou uma onda de críticas em relação à atuação da Polícia Militar (PM), que agora se vê pressionada a rever seus protocolos de abordagem. Na próxima sexta-feira (16), a cúpula da Secretaria da Segurança Pública (SSP) se reunirá para discutir mudanças que possam evitar que tais tragédias se repitam.

A reunião, que contará com a presença do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, e da comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli, tem como objetivo analisar a eficácia das normas atuais, muitas das quais são de 2014. Um dos pontos centrais da discussão será a aquisição de mais armas de choque, como as Tasers, para que os policiais possam ter alternativas não letais ao lidar com cidadãos em estado de vulnerabilidade mental.

Nos últimos casos, a falta de uso deste equipamento não letal foi notável. Em uma das situações, a PM utilizou a arma de choque, enquanto em outras, os agentes optaram por disparar suas armas de fogo, resultando em mortes que poderiam ter sido evitadas. As imagens das abordagens, que circularam amplamente nas redes sociais, levantaram questionamentos sobre o preparo dos policiais para lidar com crises emocionais.

A proposta em discussão visa não apenas a compra de novos equipamentos, mas também uma reformulação no treinamento dos policiais, que deverá priorizar métodos de abordagem mais humanizados e eficazes em situações de crise. O uso progressivo da força e a possibilidade de acionar profissionais de saúde ou familiares em situações adversas também estão entre as estratégias a serem analisadas.

Os trágicos eventos começaram com Antonio Batista, de 40 anos, que foi baleado em 3 de outubro na Vila Dionísia, após a PM tentar conter seu surto psicótico. Em seguida, Gustavo Santana, de 20 anos, foi morto em Moema após a polícia disparar 45 vezes, acreditando que ele estava armado. Por último, Camila Silva, de 32 anos, foi morta na Zona Oeste ao ser alvejada por um policial enquanto caminhava com uma faca, mesmo após ordens para largá-la. Estes casos, além de alarmantes, evidenciam a urgência de uma reformulação nas práticas policiais.

O secretário Osvaldo Nico prometeu que a segurança e a efetividade da abordagem policial serão priorizadas nas discussões. Com a pressão da opinião pública e a necessidade de respostas efetivas, a esperança é que mudanças significativas possam ocorrer, garantindo que episódios assim não se repitam na nossa cidade.