quinta-feira, 15/10/2026

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Nunes avalia positivamente resposta à alagamento no túnel do Anhangabaú, onde água subiu 1 metro em 3 minutos

Na última quarta-feira (14), São Paulo enfrentou um forte temporal que resultou em um alagamento no túnel do Vale do Anhangabaú, deixando 26 carros e dois ônibus submersos. Durante uma coletiva de imprensa, o…

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Na última quarta-feira (14), São Paulo enfrentou um forte temporal que resultou em um alagamento no túnel do Vale do Anhangabaú, deixando 26 carros e dois ônibus submersos. Durante uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou a rapidez com que a água subiu, alcançando um metro em apenas três minutos.

O prefeito relatou que o alagamento começou às 16h07 e, apesar do funcionamento contínuo das seis bombas instaladas no local, a inundação só foi totalmente resolvida cerca de uma hora depois. “Choveram 42 milímetros em 40 minutos, o que representa 37% da média mensal de outubro”, explicou Nunes, ressaltando a intensidade da chuva inesperada.

Embora tenha elogiado a reação da prefeitura, afirmando que o protocolo de emergência foi acionado corretamente, Nunes reconheceu que os procedimentos poderão ser aprimorados. “Vamos rever nossos protocolos e considerar a ampliação da capacidade das bombas”, disse. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que as interdições no túnel começaram às 15h38, mas o prefeito contestou essa informação, alegando que o fechamento não ocorreu a tempo devido à chegada repentina da chuva.

Com a intensidade da precipitação, muitos veículos já estavam no túnel e não houve tempo para bloqueá-los antes que a água começasse a subir. “Os serviços de meteorologia também foram pegos de surpresa”, defendeu Nunes, apontando para as dificuldades de previsão diante das mudanças climáticas. “Cair 40% da chuva prevista em poucos minutos é um cenário fora do normal”, completou.

Em busca de soluções a longo prazo, o prefeito mencionou a possibilidade de construção de um piscinão sob o Terminal Bandeira, próximo ao Anhangabaú, para ajudar a conter futuras enchentes. No entanto, a obra, estimada em mais de R$ 350 milhões, ainda não está no topo da lista de prioridades da administração.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Sunriseforever (pixabay)