quarta-feira, 21/10/2026

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Alckmin critica Flávio Bolsonaro por exigências e defende transparência na vida pública.

Em meio ao calor da disputa eleitoral, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez declarações contundentes nesta quarta-feira (21) sobre as exigências do senador Flávio Bolsonaro (PL) a respeito da abertura de seus sigilos. Durante…

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Em meio ao calor da disputa eleitoral, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez declarações contundentes nesta quarta-feira (21) sobre as exigências do senador Flávio Bolsonaro (PL) a respeito da abertura de seus sigilos. Durante um evento na Casa de Portugal, na Liberdade, Alckmin insinuou que Flávio não tem a intenção de tornar esses dados públicos, ao revelar que o candidato à presidência teria imposto 19 condições para a quebra de sigilo. “Vida pública é pública, tem que ser transparente”, defendeu Alckmin, enfatizando que presidentes e vice-presidentes não deveriam ter sigilos fiscais, bancários ou telefônicos.

Alckmin também comentou que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia concordado com essas exigências. “Ele não quer abrir o sigilo. Está dando desculpa. A campanha do presidente Lula já se manifestou e concordou com os 19 pontos”, afirmou o vice-presidente. A pressão sobre Flávio Bolsonaro aumentou após um debate na Band, onde, segundo Alckmin, o senador não respondeu a questionamentos relevantes.

O clima tenso entre os candidatos esquentou ainda mais quando Camilo Santana, senador e coordenador da campanha de Lula, anunciou que amanhã (22) o partido irá protocolar uma resposta ao senador no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs”, declarou Santana, reforçando a necessidade de transparência na campanha.

No entanto, Flávio Bolsonaro não ficou em silêncio. Em uma resposta ao desafio de Lula para abrir sigilos, ele condicionou essa abertura a várias exigências que abrangem não apenas sua própria situação, mas também a de Lula e seus familiares. Entre as condições estão solicitações para a liberação de dados de assessores próximos, contas de empresas da família do presidente e investigações relacionadas a possíveis irregularidades.

Por sua vez, Lula não hesitou em criticar Flávio em um ato de campanha em Belo Horizonte, onde afirmou que seu adversário “inventou um monte de mentiras”. O ex-presidente utilizou uma metáfora do jogo de truco para expressar sua confiança na veracidade de suas informações, enquanto desafiava Flávio a mostrar suas cartas.

Além disso, a campanha de Lula expressou preocupação com a atuação da Meta, empresa-mãe do Facebook, durante o período eleitoral, e planeja entrar com representações na Justiça Eleitoral contra a mesma. A tensão entre os candidatos e as instituições continua a crescer, refletindo a polarização do cenário político atual.

Crédito da imagem: Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)