A segurança na capital paulista está em alerta após o recente achado de um corpo em uma área de mata na região de Tremembé, elevando para doze o total de cadáveres encontrados em São Paulo nos últimos 47 dias. A Polícia Civil investiga cada caso de forma isolada, mas a sequência de ocorrências gerou um clima de apreensão entre os moradores, levando muitos a especularem sobre a possibilidade de um “serial killer” à solta.
O corpo encontrado nesta quarta-feira (21) estava em avançado estado de decomposição e, como os demais, foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação. A Prefeitura de São Paulo informou que a morte é considerada suspeita. Este é o segundo corpo descoberto apenas nesta semana, após a localização de uma mulher esquartejada em sacos plásticos na Marginal Tietê.
Embora o cenário tenha causado alvoroço nas redes sociais, as autoridades asseguram que não há evidências concretas que sustentem a ideia de um assassino em série. O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, e a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, esclareceram que os casos não apresentam vínculos entre si, ressaltando que cada um possui dinâmicas e circunstâncias distintas.
As investigações sugerem que muitos dos homicídios estão ligados a um sistema clandestino de punições aplicado por facções criminosas, conhecido como “tribunal do crime”. Este mecanismo é utilizado para punir aqueles que quebram as regras de grupos criminosos, resultando em agressões e, em alguns casos, em execuções. A maioria das vítimas tinha antecedentes criminais, o que pode indicar um padrão nas ocorrências.
Entre os doze corpos já encontrados, algumas vítimas já foram identificadas, e a polícia afirma que três suspeitos foram presos em conexão com os crimes. As investigações estão em andamento nas diferentes zonas da cidade, sendo que a maioria das ocorrências foi registrada na Zona Leste, onde o DHPP já apura cinco casos.
Com a crescente onda de boatos e especulações, a polícia busca tranquilizar a população, reforçando que a situação está sendo devidamente investigada e que não se deve alimentar o medo com rumores infundados. “Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em São Paulo”, afirmou Ivalda, em um vídeo que visa desmistificar a situação e trazer clareza para os cidadãos.


