domingo, 25/10/2026

17° Guarulhos Nublado · máx 21° mín 16°

Líder do PT aponta falta de transporte como crime e critica influências externas nas eleições

A situação do transporte público em São Paulo e Salvador tem gerado uma série de questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral, segundo o presidente do PT, Edinho Silva. No último domingo (25), ele…

Compartilhe:

A situação do transporte público em São Paulo e Salvador tem gerado uma série de questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral, segundo o presidente do PT, Edinho Silva. No último domingo (25), ele classificou a falta de ônibus como uma tentativa de manipulação por parte de prefeitos que, segundo ele, estão descumprindo a legislação eleitoral. Para Edinho, a ausência de transporte adequado representa uma interferência direta no direito de voto, especialmente para aqueles que dependem do transporte público, que, de acordo com pesquisas, compõem a base do eleitorado petista.

O presidente do PT não poupou críticas aos prefeitos Ricardo Nunes, de São Paulo, e Bruno Soares Reis, de Salvador, afirmando que suas ações configuram crimes eleitorais que devem ser punidos. “A lei existe para ser cumprida. Quem descumpre está cometendo um crime”, afirmou Edinho, ao comentar a gravidade da situação em relação ao transporte público nas duas capitais.

A crise no transporte levou o ministro Cristiano Zanin, do STF, a prorrogar o horário de votação em todo o Brasil até as 19h, após relatos de longas filas e ônibus parados em diversas cidades. Em São Paulo, a realidade foi alarmante, com passageiros aguardando horas em pontos de ônibus e motoristas relutando em operar. A Justiça Eleitoral havia determinado que a frota de ônibus operasse normalmente, mas a situação se mostrou caótica, com terminais lotados e ônibus sem circular.

Moradores da Zona Norte, como os que estavam no Terminal Santana, relataram esperar até três horas por um ônibus. A situação gerou solidariedade entre os cidadãos, que começaram a oferecer caronas a quem precisava se deslocar para os locais de votação. Um casal, ao perceber as filas, decidiu ajudar, mas notou que muitos estavam receosos em aceitar a oferta, evidenciando o clima de insegurança que se instaurou. “Vimos muitas filas e ônibus parados, sem prestar serviço”, contou um dos ajudantes.

A falta de transporte não apenas frustrou eleitores, mas também levantou a necessidade de uma reflexão sobre o cumprimento das normas eleitorais. Edinho Silva expressou esperança de que as instituições aprendam com este processo e que a democracia saia fortalecida. “Os erros são graves e precisamos corrigi-los”, concluiu. Enquanto isso, a população aguarda a apuração dos votos e se pergunta: como garantir que todos possam exercer seu direito de voto em futuras eleições?