sábado, 17/10/2026

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Autoridades afastam profissionais de unidade prisional após denúncias de regalias a detento em situação irregular

No último sábado (17), a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ouviu quatro servidores da cadeia pública de Mogi das Cruzes, onde está detido o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União). A…

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No último sábado (17), a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ouviu quatro servidores da cadeia pública de Mogi das Cruzes, onde está detido o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União). A medida foi tomada após a deflagração de uma investigação sobre possíveis regalias concedidas ao político, que está sob suspeita de envolvimento com uma organização criminosa e conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os afastados estão a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, o diretor da unidade prisional e um carcereiro. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, decidiu pelo afastamento após os depoimentos, que buscavam esclarecer as circunstâncias em que Milton Leite tem sido visitado por figuras políticas, como o deputado estadual Delegado Olim (PP) e a advogada esposa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Margarette Barreto defendeu que as visitas estavam dentro das normas, negando a concessão de privilégios aos detentos. Ela explicou que a presença de uma televisão e a entrega de refeições de fora eram autorizadas por um juiz-corregedor. No entanto, suas explicações não foram suficientes para tranquilizar a cúpula da Polícia Civil, que identificou falhas sérias na comunicação sobre as visitas.

Milton Leite, que nega todas as acusações, permanece na cadeia do 1º DP de Mogi das Cruzes, aguardando o desenrolar das investigações. A Corregedoria, sob a direção do corregedor João Beolchi, visa apurar a regularidade do funcionamento da cadeia e a conduta dos agentes responsáveis pela custódia dos presos. A operação do Ministério Público, que ocorreu na quinta-feira (16), resultou na apreensão de R$ 155 mil e US$ 10 mil em posse de um carcereiro, que agora é investigado por supostamente facilitar regalias aos detentos.

A defesa de Milton Leite, através dos advogados Aloísio Medeiros e Rodrigo Araújo, reafirmou que não houve qualquer irregularidade e que o ex-parlamentar não recebeu tratamentos diferenciados. Eles também manifestaram interesse em colaborar com a investigação, apesar de não terem tido acesso aos dados da apuração até o momento.

Com as oitivas ocorrendo ao longo do dia e a expectativa de novos desdobramentos, a situação em Mogi das Cruzes permanece tensa, enquanto a população aguarda mais esclarecimentos sobre o caso que envolve um figura proeminente da política local.