sexta-feira, 30/10/2026

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Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão pela morte de motorista de aplicativo em acidente com Porsche em São Paulo

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão contundente nesta quinta-feira (29) ao condenar o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime fechado.…

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A Justiça de São Paulo tomou uma decisão contundente nesta quinta-feira (29) ao condenar o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime fechado. A sentença se refere à morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste da cidade. O trágico acidente aconteceu quando o Porsche de Sastre colidiu com a traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima.

Além da pena de prisão, o empresário terá restrições adicionais, não podendo mais conduzir veículos. A condenação foi proferida após a Justiça determinar que ele não poderia recorrer em liberdade. A acusação alegou que Fernando dirigia sob efeito de álcool e em alta velocidade, com um laudo do Instituto de Criminalística indicando que o Porsche estava a 136 km/h em uma área onde o limite é de 50 km/h.

O julgamento, que teve início na quarta-feira (28) no Fórum Criminal da Barra Funda, foi marcado por depoimentos de 14 testemunhas, das quais 11 foram ouvidas nos dois dias de audiência. No segundo dia, a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou Sastre do local do acidente sem realizar o teste do bafômetro, e o perito criminal Alfredo Vieira das Neves foram algumas das testemunhas que contribuíram para o processo.

Durante seu depoimento, Fernando Sastre admitiu pela primeira vez ter consumido bebida alcoólica antes do acidente, contradizendo suas declarações anteriores. Ele expressou arrependimento e pediu perdão às famílias envolvidas, afirmando: “Eu imagino toda dor e sofrimento que eles estão sentindo”.

O primeiro dia do julgamento trouxe relatos de amigos e familiares que confirmaram que Sastre havia consumido álcool. Um amigo, que estava com ele no momento do acidente, afirmou que o empresário estava alterado e que sua ex-namorada corroborou essa informação, descrevendo um estado cambaleante antes de dirigirem.

Por outro lado, a defesa de Sastre, representada pelo advogado Jonas Marzagão, questionou a decisão da Justiça, ressaltando que outros réus em casos semelhantes estão respondendo em liberdade, mesmo quando o teste de bafômetro indicou embriaguez. Marzagão ainda argumentou que seu cliente não fugiu do local e permaneceu até ser liberado pelas autoridades.

Este caso levanta questões importantes sobre a condução sob efeito de álcool e a responsabilidade no trânsito, refletindo um problema que afeta muitas famílias em nossa sociedade. O impacto da tragédia se estende além da sala de tribunal, atingindo diretamente a vida de todos os envolvidos.

Crédito da imagem: Júri de Fernando Sastre entra no segundo dia