terça-feira, 20/10/2026

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Homem relata agressão homofóbica por apoiadora de Bolsonaro em metrô de SP; mulher também é acusada de racismo contra estudante

A noite de domingo (18) foi marcada por um episódio de hostilidade na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. O administrador Felipe Patryck se viu no meio de uma…

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A noite de domingo (18) foi marcada por um episódio de hostilidade na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. O administrador Felipe Patryck se viu no meio de uma situação desconcertante, onde foi alvo de ofensas homofóbicas e racistas por parte de uma mulher que, segundo relatos, demonstrou apoio a Flávio Bolsonaro. O caso, que se desenrolou logo antes de um ataque racista contra o estudante Márcio Ferreira, traz à tona a preocupação sobre a segurança e o respeito nos espaços públicos da cidade.

Felipe, que retornava de uma manifestação na região da Faria Lima acompanhado do marido e de amigos, descreveu como a mulher se aproximou de forma agressiva, fazendo gestos de conotação sexual e proferindo ofensas. “Estávamos conversando de maneira tranquila, até que ela começou a gritar e a nos atacar verbalmente sem motivo algum”, contou. O administrador expressou seu temor diante da situação, mas afirmou que não deixará de frequentar lugares públicos ou de demonstrar afeto por seu parceiro.

O estudante Márcio Ferreira, que estava no mesmo vagão e não conhecia Felipe e seu grupo, decidiu intervir para tentar amenizar a tensão. “Tentei evitar que a situação escalasse para a agressão física”, relatou. No entanto, ao se envolver, Márcio também se tornou alvo da mulher, que o atacou verbalmente com comentários racistas. Ele registrou a agressão em vídeo, onde a mulher é vista fazendo declarações ofensivas e se justificando de maneira absurda, alegando ter familiares negros.

Após a confusão, Felipe e seus amigos registraram boletim de ocorrência e enviaram os vídeos às autoridades. Eles exigem que a mulher seja identificada e responsabilizada por suas ações. “Não queremos que ela continue achando que pode sair por aí ofendendo e ameaçando pessoas sem consequências”, afirmou Felipe, ressaltando a importância de justiça e respeito às leis.

A concessionária Motiva, responsável pela Linha 4-Amarela, informou que agentes de segurança presentes na estação atenderam a uma ocorrência de desentendimento, mas Felipe questiona a efetividade da atuação deles, apontando uma aparente omissão diante da situação. A empresa repudiou qualquer forma de discriminação e se colocou à disposição para colaborar com a investigação.

Com esse episódio, a discussão sobre homofobia e racismo nos transportes públicos de São Paulo ganha um novo impulso. As vítimas esperam que as autoridades ajam rapidamente para não apenas punir os responsáveis, mas também para garantir que situações como essa não se repitam.