terça-feira, 27/10/2026

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Lula revive Hino da Independência em atos na Paulista, reforçando a identidade nacional: ‘não somos do quintal de ninguém

No último ato de campanha na Avenida Paulista, o presidente Lula (PT) fez uma escolha simbólica marcante ao pedir que o Hino da Independência fosse tocado. Este momento não apenas selou a sua mensagem…

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No último ato de campanha na Avenida Paulista, o presidente Lula (PT) fez uma escolha simbólica marcante ao pedir que o Hino da Independência fosse tocado. Este momento não apenas selou a sua mensagem para os apoiadores, mas também ecoou um tema central da sua reeleição: a soberania nacional. Lula, que se despediu da campanha com um discurso forte, queria que seus adversários soubessem que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

As palavras do Hino, composto em 1822, foram entoadas por milhares de apoiadores que tomaram a avenida, e o refrão logo se transformou em um grito de união e força. “Brava gente brasileira, longe vá, temor servil”, ecoou entre os manifestantes, que se emocionaram com a letra que fala de liberdade. Essa escolha não foi à toa, especialmente em um contexto onde o significado de soberania tem sido um ponto de discórdia na política nacional.

No dia seguinte, após a vitória nas urnas, Lula pediu para que o hino fosse tocado novamente, reafirmando sua mensagem de resistência e autonomia do Brasil frente às pressões externas. A disputa pelo conceito de soberania, que envolve tanto a segurança pública quanto a independência nas relações internacionais, ganhou destaque durante a campanha, com Lula defendendo uma visão mais ampla e inclusiva.

De acordo com a cientista política Tathiana Chicarino, essa utilização do Hino da Independência por Lula serve para reforçar sua narrativa de um Brasil autônomo e soberano. O hino, com sua letra poderosa e conhecida, conecta o discurso do presidente a uma ideia mais ampla de patriotismo que não deve ser monopolizada por nenhum grupo político. “Patriotismo nacional e defesa do Brasil não são bandeiras exclusivas da extrema-direita”, afirma Tathiana, ressaltando a importância de que a disputa simbólica permaneça viva no debate democrático.

A luta pela apropriação dos símbolos nacionais, como o Hino e as cores da bandeira, remete a uma história de polarização que se intensificou nos últimos anos, sendo usada como marca de identificação por movimentos políticos variados. Durante a campanha, apoiadores de Lula também buscaram resgatar o uso das cores verde e amarelo, tentando desconstruir a associação automática dessas cores com a extrema-direita.

Assim, o Hino da Independência não é apenas uma canção, mas um manifesto que ressoa em tempos de divisão política, lembrando a todos que a soberania e o patriotismo são temas que pertencem a todos os brasileiros, independentemente de suas crenças e ideologias.