Após denúncias de concessão de regalias, Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, foi transferido na manhã desta terça-feira (20) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. A mudança ocorre poucos dias após a suspensão de cinco funcionários da penitenciária em Mogi das Cruzes, onde Leite estava detido desde 18 de setembro.
A Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC no setor de transporte da capital paulista, resultou na prisão do ex-vereador, acusado de estar ligado a empresas sob controle do grupo criminoso. A Justiça prorrogou sua prisão temporária por mais 30 dias no último dia 14.
No último sábado, a Corregedoria da Polícia Civil afastou cinco funcionários da unidade prisional após interrogatórios que levantaram suspeitas de favorecimento ao político. Entre os afastados estão delegados e um diretor da penitenciária. A delegada Margarette Barreto, que se pronunciou sobre o caso, declarou que apenas duas visitas a Milton Leite foram registradas, mas não convenceu as autoridades sobre a regularidade das atividades na cadeia.
A transferência de Leite para Guarulhos e o afastamento dos funcionários indicam um esforço das autoridades para investigar e esclarecer as irregularidades que podem estar ocorrendo dentro do sistema prisional. A Corregedoria busca entender a fundo como as operações estão sendo realizadas e qual o papel dos agentes encarregados da custódia dos detentos.
A defesa de Milton Leite negou qualquer irregularidade e afirmou que ele nunca recebeu tratamento diferenciado. Os advogados do ex-vereador se colocaram à disposição para colaborar com as investigações e esclarecer as acusações que pesam sobre ele.


