Em um setor historicamente dominado por homens, as histórias de Claudine Melnik e Juliana Alba se destacam como exemplos inspiradores de superação e pioneirismo na aviação. Claudine, aos 57 anos, é a primeira mulher a pilotar um jato da Latam no Brasil e, em 2016, tornou-se a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350. Já Juliana, com 34 anos, é a primeira mulher em 15 anos a assumir o comando de uma aeronave cargueira da companhia, seguindo os passos do pai, um comandante da Latam Cargo.
Desde a infância, Claudine nutria o sonho de voar. Ela lembra que não sabe ao certo se a vontade nasceu de uma viagem em família ou se já existia antes, mas a paixão pela aviação sempre esteve presente. Após se tornar comissária de voo na TAM, ela rapidamente subiu na carreira, tornando-se a primeira mulher a ser comandante de uma linha aérea no Brasil em 1995. Desde então, sua trajetória é marcada por inovações e voos internacionais, sempre com um olhar atento à segurança e à responsabilidade que a profissão exige.
Por outro lado, Juliana, que cresceu cercada pelo universo da aviação, se destacou na operação cargueira. Com uma abordagem que envolve planejamento rigoroso e atenção aos detalhes, ela teve a experiência única de realizar um voo dedicado ao transporte de cavalos, o que demandou cuidados especiais para garantir o bem-estar dos animais. Para Juliana, a aviação cargueira é um campo que exige dedicação e conhecimento, especialmente pelas particularidades que cada carga pode apresentar.
As trajetórias de Claudine e Juliana não apenas abrem espaço para discussões sobre a presença feminina na aviação, mas também inspiram futuras gerações a acreditarem em seus sonhos, independentemente de gênero. Atualmente, a Latam conta com 94 pilotas, o que representa 4,1% de seu total de tripulantes técnicos, um número que, embora ainda pequeno, está acima da média global de 4% segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Neste Dia do Aviador, celebrado em 23 de novembro, é importante reconhecer e celebrar essas conquistas. A luta pela inclusão e igualdade de oportunidades na aviação continua, e o exemplo de Claudine e Juliana é um passo significativo nessa direção.
Crédito da imagem: Claudine Melnik e Juliana Alba


