sexta-feira, 23/10/2026

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Polícia apura homicídios após descoberta de 17 corpos em São Paulo e região em 48 dias; identidades das vítimas são reveladas

Nos últimos 48 dias, entre 5 de setembro e 22 de outubro, a capital e a Grande São Paulo se tornaram cenário de uma série de crimes brutais, com 17 corpos encontrados em ruas…

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Nos últimos 48 dias, entre 5 de setembro e 22 de outubro, a capital e a Grande São Paulo se tornaram cenário de uma série de crimes brutais, com 17 corpos encontrados em ruas e áreas de mata. A situação gerou apreensão na comunidade e levantou especulações sobre a possibilidade de um serial killer à solta. Entretanto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que não há evidências que liguem os crimes a uma única autoria.

Dos 17 casos, 14 corpos foram encontrados na cidade de São Paulo, enquanto os demais foram localizados em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo. A maioria das vítimas apresentava sinais de tortura e execução, incluindo ensacamento, esquartejamento e decapitação. Algumas delas tinham passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas e sequestro.

A desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, comentou sobre a gravidade da situação, afirmando que os assassinatos indicam um desafio às autoridades. “A impressão que temos é que os criminosos estão desafiando as forças de segurança e de justiça”, disse Ivana, sugerindo que os crimes possam estar relacionados a práticas de facções criminosas, como o tribunal do crime do PCC.

O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, garantiu que cada caso está sendo investigado de forma independente. “Temos casos com prisões preventivas decretadas e seis suspeitos já identificados. Não vejo ligação entre os casos”, afirmou. Apesar da preocupação da população, a SSP reforça que investigações individuais não indicam um padrão comum entre os assassinatos.

A lista de vítimas é alarmante: entre os encontrados na capital, há 12 homens e duas mulheres, todas já identificadas. A polícia continua a investigar as circunstâncias de cada crime, incluindo o recente caso de Lucimara Freitas, que foi encontrada esquartejada e pode estar ligado a um feminicídio. A situação é um lembrete sombrio da violência que assola a região e a necessidade urgente de respostas por parte das autoridades.

A SSP também se manifestou sobre outros casos recentes que não estão relacionados a homicídios, enfatizando que as investigações sobre as mortes suspeitas ainda dependem de laudos periciais. O clima de insegurança e o aumento da violência continuam a preocupar os moradores da Grande São Paulo, que esperam por respostas e justiça.

Crédito da imagem: Polícia investiga casos de 17 corpos achados em SP