segunda-feira, 26/10/2026

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Prefeitura de São Paulo informa à Justiça que já contatou empresas de ônibus para aumentar a frota no segundo turno e solicita suspensão de multas

Com o segundo turno das eleições realizado neste domingo (25), a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans se viram obrigadas a prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral sobre a frota de ônibus em circulação.…

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Com o segundo turno das eleições realizado neste domingo (25), a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans se viram obrigadas a prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral sobre a frota de ônibus em circulação. Apesar de a administração afirmar ter cumprido a ordem de operar com 100% da frota, passageiros relataram longas esperas e falta de ônibus em diversos pontos da cidade.

O documento protocolado pela prefeitura às 17h01 de domingo veio em resposta a denúncias de que a frota estava reduzida, mesmo após a decisão judicial que previa multas de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento. No entanto, não foram apresentados dados sobre o número de veículos que efetivamente circularam.

A Justiça Eleitoral, por sua vez, já abriu um espaço para manifestação do Ministério Público após a apresentação da defesa pela prefeitura. Na tentativa de justificar a situação, a administração alegou que entrou em contato com as empresas de transporte no sábado e no domingo para garantir o cumprimento da determinação judicial, mas os registros indicam que apenas 71% da frota estava em operação por volta das 14h22, muito abaixo do exigido.

A prefeitura também negou qualquer intenção de retenção deliberada dos ônibus e explicou que a presença de veículos com o letreiro “Reservado” estava ligada à logística do serviço, incluindo a movimentação de reservas para áreas de maior vulnerabilidade social. Apesar das justificativas, a insatisfação dos passageiros foi evidente, com queixas de esperas que ultrapassavam uma hora em localidades como Jaraguá, Vila Zilda e Avenida Ibirapuera.

Com essa situação, a expectativa agora fica por conta do que a Justiça Eleitoral determinará em resposta aos argumentos apresentados pela Prefeitura de São Paulo e SPTrans. A cidade ainda luta para garantir um transporte público adequado e eficiente, especialmente em momentos cruciais como as eleições.

Crédito da imagem: Ônibus parados na garagem em Santana, na Zona Norte de SP.