quinta-feira, 22/10/2026

18° Guarulhos Nublado · máx 25° mín 16°

Ministério Público contestou decisão que liberou empresário Ivo Kos, acusado de agredir a esposa em São Paulo

Na última quinta-feira (22), o Ministério Público de São Paulo deu um importante passo ao recorrer da decisão que permitiu a soltura do empresário Ivo Vel Kos, preso em agosto sob a acusação de…

Compartilhe:

Na última quinta-feira (22), o Ministério Público de São Paulo deu um importante passo ao recorrer da decisão que permitiu a soltura do empresário Ivo Vel Kos, preso em agosto sob a acusação de agredir sua esposa, Giulia Melo Falcão. A situação, que ganhou destaque nas redes sociais e na mídia, reacendeu o debate sobre a violência doméstica na região, especialmente considerando o perfil de Ivo, um nome conhecido no mercado financeiro da Faria Lima.

Ivo, de 48 anos, foi detido na madrugada de 15 de agosto após alegações de lesão corporal e ameaças contra Giulia, que tem apenas 27 anos. Em um relato impactante nas redes sociais, Giulia compartilhou fotos de seu rosto machucado e denunciou um padrão de agressões que se estendia desde o início do relacionamento. “Eu vi a morte de perto. Resolvi mostrar para que minha palavra não deixasse de valer diante da dele”, afirmou Giulia, revelando a gravidade das situações que enfrentou.

A Justiça, ao decidir pela revogação da prisão preventiva de Ivo, levou em consideração fatores como o acordo de divórcio entre o casal e a declaração de Giulia de que não se sentia mais ameaçada. Contudo, essa decisão gerou controvérsia. O Ministério Público argumenta que a revogação ignora aspectos cruciais que indicam a continuidade do risco para a vítima, considerando o histórico de violência e ameaças que marcaram o relacionamento.

Os promotores destacaram que a situação não se limita a lesões leves, mas envolve um ciclo de agressões físicas e psicológicas, incluindo a utilização de armas como um taser e um taco de beisebol. Além disso, ressaltaram que a manifestação de Giulia em favor da soltura de Ivo não elimina o risco de novas agressões, dado o padrão de violência observado anteriormente.

Outro ponto relevante levantado pelo Ministério Público diz respeito à saúde de Ivo e ao tempo que ele passou preso. Os promotores rebatem a ideia de que sua saúde justifica a liberdade, ressaltando que a complexidade do caso e o recente aditamento da denúncia tornam a situação ainda mais delicada.

Enquanto isso, a situação de Giulia é alarmante: após a soltura de Ivo, ela decidiu deixar o lar que compartilhava com o marido, indicando que as medidas cautelares impostas pela Justiça não foram suficientes para garantir sua segurança. O Ministério Público pediu a reinstauração da prisão preventiva e o reforço das medidas de proteção, como a proibição de Ivo residir nas proximidades de Giulia e a participação obrigatória em programas de reeducação.

Este caso evidencia a urgência de discutir e implementar políticas mais eficazes de proteção às vítimas de violência doméstica, especialmente em um contexto em que o agressor possui notoriedade e recursos. A sociedade não pode se calar diante da violência, e a busca por justiça e proteção deve prevalecer.