quinta-feira, 22/10/2026

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Concessionária do Aeroporto de Congonhas interrompe remoção de árvores em área pública após alerta da Cetesb

Moradores do Jardim Aeroporto, em São Paulo, ficaram perplexos ao descobrir que a concessionária Aena, responsável pelo Aeroporto de Congonhas, iniciou o corte de árvores em uma praça local sem qualquer aviso prévio e…

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Moradores do Jardim Aeroporto, em São Paulo, ficaram perplexos ao descobrir que a concessionária Aena, responsável pelo Aeroporto de Congonhas, iniciou o corte de árvores em uma praça local sem qualquer aviso prévio e sem a devida autorização da prefeitura. A situação gerou indignação e questionamentos na comunidade, que se mobilizou para entender o que estava acontecendo.

Após ser notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a Aena decidiu suspender temporariamente o desmatamento na área verde. Segundo a empresa, o corte das árvores era uma medida necessária para a ampliação do terminal de passageiros e tinha respaldo de uma autorização da CETESB. No entanto, uma análise do GeoSampa, plataforma de mapeamento da prefeitura, deixou claro que o local da intervenção deveria ser considerado uma área pública.

Na última terça-feira (20), os primeiros cortes começaram a ser realizados, e o barulho das motosserras despertou a curiosidade e a preocupação dos moradores, que se dirigiram ao local para investigar. Ao chegarem, encontraram troncos e galhos espalhados, além da ausência de qualquer tipo de aviso sobre o que estava ocorrendo. Na quarta-feira (21), a comunidade se reuniu novamente para buscar esclarecimentos e exigir a preservação da área verde.

A CETESB, por sua vez, confirmou que havia autorizado a supressão de um total de 1.191 árvores, mas reforçou que todas estariam dentro da área do aeroporto, o que contradiz as informações que apontam a localização como parte de um espaço público. Enquanto isso, a Subprefeitura de Santo Amaro informou que não tinha conhecimento da autorização para o corte e que a situação está sendo apurada.

Além disso, a CETESB se comprometeu a intensificar a fiscalização sobre as obras e a reforçar a comunicação com os moradores da região, que expressaram seu descontentamento com a falta de transparência e a ausência de avisos prévios. A legislação municipal exige que a população seja informada com antecedência sobre qualquer poda ou corte em logradouros públicos, e muitos se questionam se isso foi respeitado neste caso.

Com a situação ainda em desenvolvimento, os habitantes do Jardim Aeroporto seguem atentos, preocupados com o futuro da área verde que consideram essencial para a qualidade de vida no bairro. A luta pela preservação do espaço e pela transparência das ações da concessionária promete continuar nas próximas semanas.