quinta-feira, 22/10/2026

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Defesa de Malévola busca apoio do Itamaraty e de organizações de direitos humanos após denúncias de transfobia e abuso no Egito

A influenciadora digital Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, está de volta ao Brasil após uma experiência traumática no Egito, onde ela e sua amiga Bruna Mercatelli foram detidas e afirmam ter sido vítimas…

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A influenciadora digital Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, está de volta ao Brasil após uma experiência traumática no Egito, onde ela e sua amiga Bruna Mercatelli foram detidas e afirmam ter sido vítimas de abusos por parte da polícia local. Em um vídeo emocionado compartilhado nas redes sociais, Malévola expressou sua dor e indignação, revelando que a detenção foi motivada por suas identidades de gênero. “Fui muito humilhada”, desabafou ela, em um relato que comoveu seus mais de 1,4 milhão de seguidores.

A prisão ocorreu na terça-feira (20), em Alexandria, sob a acusação de “comportamento obsceno”. Após pagar fiança, que variou entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, as influenciadoras foram liberadas no dia seguinte. Os advogados delas agora planejam entrar em contato com o Itamaraty e organizações internacionais de direitos humanos para que as denúncias de transfobia e abuso sejam investigadas. Jonatha Carvalho Matos, advogado de Malévola, destacou a importância de acionar canais diplomáticos para apurar os fatos.

O contexto jurídico é complexo, já que o crime de transfobia é reconhecido no Brasil, mas inexistente no Egito, onde as leis locais proíbem comportamentos considerados “escandalosos” e a publicação de material “imoral”. As autoridades egípcias alegaram que as brasileiras estavam assediando pessoas nas ruas e que seus vídeos continham conteúdo ofensivo.

Malévola também relatou que, durante a detenção, foi tratada com desrespeito e que o celular dela foi apreendido, não sendo devolvido após a liberação. “Estou voltando sem o telefone. Eles não devolveram”, lamentou o advogado.

Com a chegada delas prevista para a noite desta quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a comunidade LGBTQ+ e muitos admiradores aguardam ansiosos para acolhê-las e apoiar sua luta por justiça e direitos.