quarta-feira, 28/10/2026

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Júri do caso do motorista do Porsche azul ocorre nesta quarta-feira; Ministério Público pede pena acima de 20 anos

Na próxima quarta-feira, 28 de março de 2024, o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, conhecido por dirigir um Porsche azul, enfrentará o tribunal no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Ele…

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Na próxima quarta-feira, 28 de março de 2024, o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, conhecido por dirigir um Porsche azul, enfrentará o tribunal no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Ele é acusado de provocar a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em um acidente ocorrido na Zona Leste da capital. O Ministério Público já manifestou a intenção de que Fernando seja condenado a mais de 20 anos de prisão.

A tragédia aconteceu na Avenida Salim Farah Maluf, onde, segundo as investigações, Fernando dirigia a 136 km/h — muito acima do limite permitido de 50 km/h — e sob efeito de álcool, após colidir seu carro de luxo com o Renault Sandero de Ornaldo. Imagens de câmeras de segurança registraram a colisão, o que reforça a gravidade da situação.

O empresário também é acusado de ferir gravemente seu amigo, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava em seu veículo no momento do acidente. Embora tenha sobrevivido, Marcus sofreu múltiplas fraturas e passou por uma cirurgia para a remoção do baço. Fernando está detido em Potim, no interior de São Paulo, desde 6 de maio de 2024, e sua defesa já teve oito pedidos de liberdade negados pela Justiça.

A acusação contra Fernando inclui homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. O Ministério Público é claro ao afirmar que ele assumiu o risco de causar o acidente ao dirigir embriagado e em alta velocidade. A expectativa é que o julgamento dure dois dias, com a participação de 14 testemunhas, e será presidido pela juíza Melanie Liesenberg.

Os promotores Rodolfo Morais e Lucas Schaef estão confiantes na condenação. Morais comentou: “Estamos apostando em uma pena acima de 20 anos, dada a gravidade do caso”. Em contrapartida, a defesa argumenta que Fernando não tinha a intenção de matar e que o caso deveria ser tratado como homicídio culposo, sem dolo. Recentemente, a defesa apresentou um pedido ao Superior Tribunal de Justiça para reverter a acusação, que foi negado.

Além disso, a situação se complicou ainda mais para os policiais militares que atenderam a ocorrência. Eles se tornaram réus por supostamente não terem seguido os procedimentos corretos ao permitir que Fernando deixasse o local sem realizar o teste do bafômetro, prejudicando a investigação. A Secretaria da Segurança Pública reconheceu falhas na condução do caso, que gerou grande repercussão e indignação na sociedade.

A comunidade aguarda ansiosamente o desfecho desse julgamento, que não apenas envolve a vida de Fernando, mas também reflete sobre a responsabilidade de cada motorista nas estradas, especialmente em situações de risco como dirigir sob efeito de álcool.