sábado, 31/10/2026

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Namorada de réu em caso de morte de motorista é multada por desordem em júri e pode ser acusada de falso testemunho

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão contundente ao condenar o empresário Fernando Sastre a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva…

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A Justiça de São Paulo tomou uma decisão contundente ao condenar o empresário Fernando Sastre a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. O trágico acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste da capital, quando o Porsche dirigido por Sastre colidiu violentamente com o Renault Sandero de Ornaldo. O impacto foi devastador, e as circunstâncias levantaram questões sérias sobre o comportamento do empresário ao volante.

No julgamento que se desenrolou no Fórum Criminal da Barra Funda, ficou claro que o empresário estava dirigindo em alta velocidade e sob efeito de álcool. Laudos indicaram que seu veículo estava a cerca de 136 km/h em uma área onde o limite é de 50 km/h. A situação se complicou ainda mais quando a namorada de Sastre, Giovana Pinheiro Silva, foi expulsa da sala após tumultuar a sessão com comentários desrespeitosos. Ela agora enfrenta uma multa de 10 salários mínimos e uma possível acusação de falso testemunho por afirmar que Sastre não havia consumido bebidas alcoólicas na noite do acidente, o que foi desmentido por depoimentos durante o júri.

Fernando Sastre, ao ser interrogado, admitiu, pela primeira vez, que havia ingerido álcool antes de dirigir. Emocionado, pediu perdão às famílias afetadas pelo acidente e expressou seu sofrimento pela situação. “Eu imagino toda dor e sofrimento que eles estão sentindo”, disse, referindo-se à família de Ornaldo.

O julgamento não foi apenas marcado pela condenação, mas também por divergências nos depoimentos e a atuação da polícia no local do acidente. A policial que liberou Sastre sem realizar o teste do bafômetro alegou ter sido enganada pela mãe do empresário, que afirmou que o filho precisava de atendimento médico. Essa falha na abordagem policial levantou questionamentos sobre a condução do caso e a responsabilização dos envolvidos.

A pena de Sastre será cumprida em regime fechado, e ele está proibido de dirigir veículos automotores. Enquanto isso, a família de Ornaldo enfrenta dificuldades financeiras e emocionais, como revelou o filho da vítima, Lucas. A luta deles por justiça e reparação continua, trazendo à tona a discussão sobre a responsabilidade no trânsito e a necessidade de mudanças nas práticas de segurança viária em nossa sociedade.