sexta-feira, 23/10/2026

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Prefeitura de São Paulo multa consórcio do Smart Sampa em R$ 2,4 milhões por falha nas câmeras de segurança

A Prefeitura de São Paulo impôs multas que somam R$ 2,4 milhões ao consórcio responsável pelo programa Smart Sampa, um dos pilares da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na área de segurança pública.…

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A Prefeitura de São Paulo impôs multas que somam R$ 2,4 milhões ao consórcio responsável pelo programa Smart Sampa, um dos pilares da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na área de segurança pública. As penalidades foram aplicadas por falhas significativas, como a inatividade das câmeras por longos períodos, atrasos na instalação de postes e a não entrega de ferramentas tecnológicas acordadas no contrato.

Um levantamento do g1 revelou que entre julho de 2025 e agosto de 2026 foram abertos 13 processos administrativos relacionados a essas falhas. As multas variam entre R$ 14,5 mil e R$ 500,7 mil, e a administração municipal decidiu mantê-las mesmo após as defesas apresentadas pelo consórcio Smart City SP. O programa, que foi lançado oficialmente em julho de 2024, utiliza câmeras com tecnologia de reconhecimento facial, tendo já contribuído para mais de 6.800 prisões em flagrante e a captura de 3.630 foragidos.

O investimento da prefeitura no Smart Sampa é de aproximadamente R$ 10 milhões mensais, com a operação de 20 mil câmeras, além de outras 38 mil de propriedade privada que estão integradas ao sistema. A gestão municipal afirmou que as “penalidades contratuais, quando comprovadas, são aplicadas na forma e na proporção cabíveis”. Porém, o consórcio não foi encontrado para comentar a situação.

Em agosto de 2025, o consórcio enfrentou sua maior multa, de R$ 500,7 mil, devido a 25,6% do tempo previsto em que as câmeras estavam fora de operação. A cidade deveria ter 864 milhões de minutos de funcionamento, mas os equipamentos acumularam 221,4 milhões de minutos de inatividade. Embora a prefeitura tenha determinado que as imagens das câmeras devem estar disponíveis por pelo menos 99% do tempo, as falhas foram recorrentes, com meses como julho e setembro de 2025 também acumulando multas significativas.

A empresa responsável pelo Smart Sampa justificou essas falhas alegando que elas resultaram de furtos, vandalismo e problemas com o fornecimento de energia, apresentando 3.131 ocorrências de danos entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. Além disso, a empresa pediu uma revisão do contrato, argumentando que os custos com manutenção ultrapassaram o previsto inicialmente, mas a prefeitura rejeitou essa solicitação.

Recentemente, o Smart Sampa também foi alvo de uma investigação após o vazamento de dados sigilosos, que ficaram expostos na internet por 11 meses. A prefeitura confirmou a violação, mas negou falhas de segurança, atribuindo a divulgação a um ato ilegal de um guarda civil metropolitano. A administração municipal afirmou ter reforçado a segurança do sistema e que auditorias periódicas estão previstas no contrato.

Com a promessa de um sistema de monitoramento mais seguro e eficiente, a gestão municipal continua a enfrentar desafios em garantir que o Smart Sampa cumpra suas promessas, enquanto a população aguarda melhorias efetivas na segurança pública da cidade.

Crédito da imagem: Central de monitoramento do Smart Sampa