quarta-feira, 28/10/2026

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São Paulo responde por 8 dos 12 furtos de combustíveis no Brasil em 2026; nova legislação torna penas mais severas

A prática ilegal de desvio de combustíveis está se tornando uma preocupação crescente em São Paulo, com a cidade de Sales de Oliveira se destacando por um incidente alarmante. Recentemente, um furto em um…

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A prática ilegal de desvio de combustíveis está se tornando uma preocupação crescente em São Paulo, com a cidade de Sales de Oliveira se destacando por um incidente alarmante. Recentemente, um furto em um duto resultou em combustível jorrando a vários metros de altura, colocando em risco a segurança da população e do meio ambiente.

Os dados da Transpetro revelam que São Paulo foi responsável por 8 das 12 ocorrências de furto de dutos de combustível registradas no primeiro semestre de 2026. Em Sales de Oliveira, o caso recente ilustra o que se chama de “derivação clandestina”, uma operação que envolve a perfuração ilegal de tubulações sob pressão. Essa prática não apenas prejudica o sistema de abastecimento, mas também apresenta riscos imensos, como explosões e contaminação do solo e da água.

Além de Sales de Oliveira, outros municípios do estado também enfrentaram problemas semelhantes. Jacareí, Santa Isabel e São José dos Campos registraram cada um, enquanto fora do estado, houve ocorrências em locais como Goiás e Rio de Janeiro. A Polícia Civil de São Paulo investiga essas atividades, que, segundo informações, podem estar ligadas a organizações criminosas.

Em resposta a essa crescente onda de crimes, uma nova legislação foi aprovada, aumentando as penas para quem for pego furtando combustíveis. Com a Lei nº 15.517, sancionada em setembro de 2026, os infratores podem enfrentar de quatro a dez anos de prisão, além de multas. Essa lei é um passo importante na luta contra o crime organizado que explora a vulnerabilidade das infraestruturas de combustível.

Embora os números de furtos tenham aumentado novamente em 2025, após anos de queda, a Transpetro afirma que está investindo cerca de R$ 100 milhões anualmente para proteger sua rede e prevenir acidentes trágicos, como o que resultou na morte de uma menina em um acidente relacionado a combustível em 2019. A empresa também mantém um canal gratuito e anônimo para denúncias, incentivando a população a colaborar na luta contra esse tipo de crime.